A Bahia registrou, até julho de 2026, um recorde recente de reconhecimentos voluntários de paternidade. Segundo levantamento da Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais (Arpen-Brasil), 2.489 procedimentos foram realizados no estado até 28 de julho, número 21% superior ao registrado em todo o ano de 2025, quando foram contabilizados 2.050 reconhecimentos.
O resultado ocorre enquanto milhares de crianças baianas continuam sendo registradas apenas com o nome da mãe. Somente até 28 de julho deste ano, 7.241 crianças foram registradas sem identificação paterna.
Entre 2021 e julho de 2026, 11.067 pessoas passaram a ter oficialmente reconhecida a paternidade nos Cartórios de Registro Civil da Bahia. O número anual passou de 1.631 reconhecimentos em 2021 para 2.050 em 2025.
Nos anos anteriores, foram registrados 1.939 reconhecimentos em 2022, 1.357 em 2023 e 1.592 em 2024.
Reconhecimento garante direitos
O reconhecimento voluntário de paternidade não se limita à inclusão do nome do pai na certidão de nascimento. O procedimento estabelece oficialmente o vínculo de filiação e assegura direitos como identidade civil completa, direitos sucessórios, pensão alimentícia e benefícios previdenciários.
Também contribui para fortalecer os vínculos familiares e ampliar a segurança jurídica para pais, filhos e demais integrantes da família.
Apesar do aumento nos reconhecimentos, os registros mostram que a ausência da identificação paterna continua sendo um desafio no estado.
Desde 2021, a Bahia registra anualmente cerca de 13,2 mil crianças apenas com o nome da mãe. Foram 13.289 registros nessa condição em 2021, 13.150 em 2022, 13.911 em 2023, 13.324 em 2024 e 12.451 em 2025.


