O preço do gás de cozinha (GLP) sofreu um reajuste de 2,38% na Bahia, válido desde a última sexta-feira (2), e deve resultar em um aumento de até R$ 5 no valor final do botijão pago pelo consumidor. A informação foi confirmada pelo Sindicato das Revendedoras de Gás de Cozinha (SindRevGás), que aponta impacto imediato nas revendas espalhadas pelo Estado.
O reajuste atinge diretamente um dos itens considerados essenciais no orçamento das famílias, sobretudo aquelas de baixa renda, que dependem exclusivamente do botijão para o preparo de alimentos. Com a nova correção, o consumidor já encontra valores mais altos em comparação aos preços praticados no mês anterior.
“A partir de hoje, o consumidor já encontra o gás mais caro, na ordem de R$ 5 a mais dos preços que eram praticados no mês anterior”, disse Robério Souza, diretor do SindRevGás.
Segundo o SindRevGás, o reajuste já está sendo repassado integralmente ao consumidor final, uma vez que entrou em vigor imediatamente. O aumento não ocorre de forma isolada em um único ponto da cadeia, mas resulta da soma de fatores tributários, industriais e operacionais, que pressionaram o custo do produto no estado.
A estimativa do setor é de que o impacto médio fique em torno de R$ 5 por botijão, embora o valor final possa variar de acordo com a região, custos logísticos e política comercial de cada revenda.
O percentual aplicado na Bahia leva em consideração três componentes principais, que juntos explicam o aumento no preço do gás de cozinha:
Elevação do ICMS
O Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) teve impacto direto no reajuste, com acréscimo estimado de R$ 1,05 por botijão. A carga tributária estadual é apontada como um dos principais fatores de encarecimento do produto.
Reajuste praticado pela Acelen
Outro fator relevante foi o aumento promovido pela Acelen, empresa responsável pela Refinaria de Mataripe, que elevou o valor do GLP em aproximadamente R$ 1,40 por botijão. Esse reajuste na origem do produto influencia toda a cadeia de distribuição.
O sindicato também aponta a elevação dos custos com a força trabalhadora, especialmente reajustes salariais e encargos do setor, como um dos elementos que pressionaram o preço final. Esses custos operacionais acabam sendo incorporados ao valor cobrado nas revendas.
Somados, esses três fatores resultaram no reajuste total de 2,38% aplicado ao gás de cozinha na Bahia.
O novo aumento não é um caso isolado. Em 1º de fevereiro de 2025, o gás de cozinha já havia registrado um reajuste que chegou a até R$ 8 por botijão em algumas regiões do estado. Desde então, o setor vem enfrentando oscilações frequentes, influenciadas por tributos, custos de produção e logística.
Com o reajuste em vigor, o gás de cozinha volta a pesar no orçamento doméstico, especialmente para famílias que não têm acesso a alternativas como gás encanado. O botijão de 13 quilos é amplamente utilizado em residências baianas e qualquer variação no preço tem efeito imediato no custo de vida.
Entidades do setor alertam que novas oscilações podem ocorrer ao longo do ano, a depender de fatores como mudanças tributárias, custos operacionais, reajustes promovidos por distribuidoras e variações no mercado de combustíveis.
Apesar de não haver, neste momento, previsão oficial de novos reajustes, o cenário é de atenção permanente. O SindRevGás destaca que o comportamento do ICMS, decisões da refinaria e custos internos do setor serão determinantes para a manutenção ou alteração dos preços.

