Promovida pela Prefeitura Municipal de Valença, por meio da Secretaria de Cultura, a tradicional Festa de Iemanjá reuniu pessoas de todas as idades, crianças, adultos, idosos, em um cortejo marcado pela devoção, pela ancestralidade e pela celebração da cultura popular. O povo de santo caminhava lado a lado com a comunidade local, visitantes e representantes da gestão municipal, todos guiados pelo mesmo sentimento: reverenciar a mãe das águas salgadas.

A concentração teve início às 8h, em frente à Associação dos Pescadores Artesanais e Marisqueiras do Guaibim (ASPANG), onde os participantes foram acolhidos com um farto café da manhã. Por volta das 9h, o cortejo ganhou as ruas principais do distrito, acompanhado pela Guarda Civil Municipal e pelo DMTRAN, responsáveis pela segurança e organização do evento.
Cestos cuidadosamente preparados seguiam no ritmo dos atabaques e das cantigas. Dentro deles, rosas brancas e amarelas, perfumes, objetos biodegradáveis e pedidos silenciosos. A caminhada terminou na Pedra da Sereia, espaço simbólico e sagrado, onde foi montada a estrutura para a recepção dos tradicionais balaios. Na maré baixa, os barcos aguardavam para conduzir as oferendas até o ponto escolhido no mar, levando junto os agradecimentos, os desejos e as esperanças dos devotos.
O secretário municipal de Cultura, David Terra, acompanhou todo o percurso e também realizou sua oferenda. Para ele, a celebração vai além do rito religioso. “A Festa de Iemanjá é um patrimônio cultural vivo. Ela preserva saberes ancestrais, fortalece a identidade do nosso povo e reafirma o respeito à diversidade religiosa. Manter essa tradição é reconhecer a nossa própria história”, destacou.
O prefeito Marcos Medrado esteve presente durante todo o trajeto e ressaltou a força simbólica do momento. “Esse é um evento bonito, com o povo reunido para saudar Iemanjá. Quem tem fé vai a pé. Aqui, quem tem fé vai a pé, vai nadando, vai de barco. E ela protege a todos nós”, afirmou.
O encerramento aconteceu em clima de emoção e reverência, com cânticos, aplausos e olhares voltados para o mar, enquanto as oferendas seguiam seu destino. Em Guaibim, naquele 2 de fevereiro, a fé navegou em águas calmas, e Valença, mais uma vez, reafirmou sua profunda ligação com o mar, a cultura e a espiritualidade do seu povo.
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