Durante um café da manhã com jornalistas para marcar sua saída do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, o vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou ter se sentido “honrado” ao receber do presidente Luiz Inácio Lula da Silva o convite para voltar a compor a chapa presidencial nas eleições de 2026.
Ao comentar a possibilidade de disputar novamente o pleito ao lado de Lula, Alckmin disse que aceitar uma candidatura é, para ele, um “ato de amor”. O vice-presidente também aproveitou a conversa com a imprensa para criticar o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), apontado como um dos principais nomes da oposição ao atual governo. Segundo ele, pessoas que defendem a ditadura não deveriam disputar eleições.
Sobre as pesquisas eleitorais, Alckmin afirmou que os levantamentos refletem apenas o cenário momentâneo e que o resultado final depende do período de campanha. “Pesquisa é momento. Em muitas delas o Lula aparece à frente, mas o que vai valer é a campanha, quando a população poderá comparar governos”, disse.
O vice-presidente também afirmou que a disputa eleitoral deverá colocar em confronto projetos distintos para o país. Na avaliação dele, o governo de Lula teve papel fundamental na preservação da democracia e a eleição representará uma escolha entre modelos opostos de condução política.
Na reunião ministerial realizada na última terça-feira (31), Lula confirmou Alckmin como seu candidato a vice na chapa para 2026. O atual vice-presidente deve deixar o comando do ministério até o próximo sábado (4), enquanto o Palácio do Planalto ainda não anunciou quem assumirá a pasta.

