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Combustíveis ficam mais baratos no país, com queda mais forte no preço do etanol

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Os levantamentos de preços de combustíveis divulgados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e pelo Monitor de Preços de Combustíveis da Veloe/Fipe apontam uma trajetória de recuo e ganho de competitividade do etanol hidratado frente aos derivados de petróleo no mercado brasileiro.

Na semana encerrada em 22 de agosto, o levantamento da ANP compilado pelo AE-Taxas indicou que o preço médio do etanol nos postos do país ficou estável em R$ 3,91 por litro. No mesmo período, a cotação média no estado de São Paulo manteve-se em R$ 3,61 por litro.

Entre os estados analisados, a maior redução semanal ocorreu em Goiás (-2,58%, a R$ 4,16/litro), enquanto o maior aumento foi registrado em Minas Gerais (+3,45%, a R$ 3,90/litro). Os preços individuais nas bombas variaram de R$ 2,85/litro (menor valor em São Paulo) a R$ 6,59/litro (maior valor em Pernambuco).

Série histórica

Os dados do Monitor de Preços Veloe/Fipe, referentes à semana encerrada em 15 de agosto, indicam que a queda no valor do etanol reflete o ritmo de moagem da safra 2026/27 de cana-de-açúcar e o aumento da oferta do produto no mercado interno.

  • Etanol: Acumula retração de 16,2% desde o final de março, caindo de cerca de R$ 4,80 para R$ 4,02 por litro — menor patamar médio nacional registrado em pouco mais de dois anos.
  • Gasolina Comum: Recuou 0,43% na comparação com o final de julho, passando de R$ 6,68 para R$ 6,65 por litro, atingindo o menor preço médio desde março.
  • Diesel S-10: Registrou queda de 0,69% no período, saindo de R$ 6,97 para R$ 6,92 por litro.

Análise de paridade e competitividade

A relação entre o preço do etanol e o da gasolina recuou na média nacional, favorecendo os motoristas de veículos com tecnologia flex. Pela metodologia de referência — que considera o biocombustível vantajoso quando seu valor de bomba equivale a até 70% do preço da gasolina —, o etanol permaneceu competitivo em 10 estados e no Distrito Federal.

Na média levantada pela ANP/AE-Taxas, a paridade nacional ficou em 59,97%. No levantamento do Monitor Veloe/Fipe, a paridade atingiu 64,4%.

Paridade Estadual (ANP / AE-Taxas)

  • Mato Grosso: 54,99%
  • São Paulo: 56,94%
  • Mato Grosso do Sul: 60,22%
  • Paraná: 61,75%
  • Goiás: 62,93%
  • Minas Gerais: 63,11%
  • Distrito Federal: 64,95%
  • Bahia: 66,57%
  • Amazonas: 66,99%
  • Santa Catarina: 67,08%
  • Acre: 68,78%
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