Os baianos Wagner Moura e Maria Marighella estão entre os nomes citados nas articulações para o comando do Ministério da Cultura no quarto mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo fontes ouvidas pelo jornal O Globo, o ator e a deputada federal eleita aparecem nas conversas em Brasília, ao lado do cantor paraibano Chico César.
A discussão ocorre dias após a reeleição de Lula, que recebeu 51,79% dos votos válidos. Desde a recriação da pasta, em 2023, a ministra Margareth Menezes ocupa o cargo, que havia sido extinto durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Wagner Moura e Maria Marighella têm trajetórias na cultura
Indicado ao Oscar por sua atuação em O Agente Secreto, Wagner Moura participou da mobilização de artistas brasileiros durante a campanha eleitoral de 2026. O ator assinou, ao lado de outros profissionais do cinema nacional, uma carta encaminhada à Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood, na qual o grupo criticou a política cultural do governo Bolsonaro e manifestou preocupação com o cenário eleitoral brasileiro.
Moura também integrou a série Revelando, que abordou contradições e controvérsias envolvendo a atuação política da família Bolsonaro. Apesar da participação em iniciativas culturais e políticas, o ator ainda não ocupou cargos na administração pública.
Maria Marighella, por sua vez, reúne experiência política e atuação na gestão cultural. Eleita deputada federal pelo PT da Bahia em 2026, ela já exerceu mandato como vereadora de Salvador, após ser eleita em 2020. A parlamentar se licenciou do cargo municipal para presidir a Fundação Nacional de Artes (Funarte), órgão vinculado ao Ministério da Cultura.
O terceiro nome citado nas conversas é Chico César. Natural da Paraíba, o cantor comandou a Fundação Cultural de João Pessoa (Funjope) em 2009 e foi secretário estadual de Cultura entre 2011 e 2014. O artista também participou da campanha pela reeleição de Lula nas redes sociais.



